Às vezes é duro falar sobre certos assuntos, e este é um
deles, mas sinto-me na obrigação de exprimir esta revolta que vai dentro de
mim.
Foram 9 anos, 9 anos a todos os dias desejar tem correspondência no correio, 9 anos à espera, e em nenhum deles, um postal, uma carta, o que fosse, nada disso apareceu.
Foi como se eu não existisse mais na tua vida, foste embora sem querer saber, e a menina de 2 anos nunca compreendeu o porquê de o teres feito. Mas a mãe fez questão de me mostrar toda a verdade, sem esconder uma única decisão. Gostava de te perguntar o porquê, o porquê de me teres abandonado e de nunca mais te teres preocupado comigo. Será que pensavas em mim naqueles dias frios de inverno? Será que quando vias os filhos de alguém te lembravas dos teus? Ou melhor, será que te lembravas de mim? Tantas perguntas e tão poucas respostas.
Nunca esperei presentes, ou coisas de grande valor, esperava apenas o teu carinho, a tua preocupação, um telefonema, mesmo que fosse de ano a ano eu estava à espera que tu me ligasses algum dia.
Todos os questionários em que mencionavam o teu nome, deixava-os em branco, dizendo desconhecer o teu paradeiro, pois eu nunca soube se estavas vivo ou morto. Vivi esses 9 anos com incerteza e ao mesmo tempo com a esperança de que um dia me procurasses. E sabes o que é viver assim? O que é ter desgosto do homem em que te tornas-te?
A palavra proibida lá em casa era o teu nome, era tudo o que fosse relacionado contigo.
Mas agora pergunto-te: Onde estavas quando eu dei os primeiros passos? Quando disse as primeiras palavras? Quando estive adoentada? Onde estavas tu quando a comida não chegava? Onde estavas tu para ajudar? Pois, não estavas. Nem te preocupaste em saber se eu estive bem ou não. Pois a única coisa que tu querias era distância para que nenhum cargo ficasse à tua responsabilidade.
Dizem que o tempo cura tudo, mas isso é mentira, pois continuas aqui, bem cravado dentro de mim, mas não penses que é pelos bons motivos, pois tudo o que tu fizeste irá refletir-se um dia e não o digo por vingança ou por maldade, mas sim por justiça. Um dia irá fazer-se justiça e aí? Vais perceber que morrer de arrependimento será provar do próprio veneno, e é triste, muito triste ser a ti a quem dirijo estas palavras, mas mereces todas elas, e talvez sejam poucas para te demonstrar o que senti ao longo deste tempo todo em que vivi na esperança e ao mesmo tempo na amarga desilusão da pessoa em que tu te tornaste.
Mas tenho de te agradecer por uma coisa: Por me teres dado a possibilidade de saber o que é ter um pai a sério, uma pessoa que mesmo não sendo geneticamente pai esteve sempre lá, me criou, aceitou todos os meus presentes do dia do pai como se o fosse de verdade, por me teres concebido a oportunidade de o poder ter comigo a proteger-me e a cuidar de mim juntamente com a mãe. Não …essa pessoa não foste tu. Foi o meu padrasto, que foi pai e amigo ao mesmo tempo, porque para ser pai não precisa de se ser biologicamente, precisa de se ser com alma e coração, e isso foi coisa que tu nunca foste. Obrigada por isso, porque hoje o meu grande herói, o homem da minha vida e o meu pai está no céu, a cuidar de mim como sempre fez até aqui, e tu? Tu um dia estarás na barca do arrependimento juntamente com todos os remorsos que carregas dentro de ti por não me teres visto crescer.
Foram 9 anos, 9 anos a todos os dias desejar tem correspondência no correio, 9 anos à espera, e em nenhum deles, um postal, uma carta, o que fosse, nada disso apareceu.
Foi como se eu não existisse mais na tua vida, foste embora sem querer saber, e a menina de 2 anos nunca compreendeu o porquê de o teres feito. Mas a mãe fez questão de me mostrar toda a verdade, sem esconder uma única decisão. Gostava de te perguntar o porquê, o porquê de me teres abandonado e de nunca mais te teres preocupado comigo. Será que pensavas em mim naqueles dias frios de inverno? Será que quando vias os filhos de alguém te lembravas dos teus? Ou melhor, será que te lembravas de mim? Tantas perguntas e tão poucas respostas.
Nunca esperei presentes, ou coisas de grande valor, esperava apenas o teu carinho, a tua preocupação, um telefonema, mesmo que fosse de ano a ano eu estava à espera que tu me ligasses algum dia.
Todos os questionários em que mencionavam o teu nome, deixava-os em branco, dizendo desconhecer o teu paradeiro, pois eu nunca soube se estavas vivo ou morto. Vivi esses 9 anos com incerteza e ao mesmo tempo com a esperança de que um dia me procurasses. E sabes o que é viver assim? O que é ter desgosto do homem em que te tornas-te?
A palavra proibida lá em casa era o teu nome, era tudo o que fosse relacionado contigo.
Mas agora pergunto-te: Onde estavas quando eu dei os primeiros passos? Quando disse as primeiras palavras? Quando estive adoentada? Onde estavas tu quando a comida não chegava? Onde estavas tu para ajudar? Pois, não estavas. Nem te preocupaste em saber se eu estive bem ou não. Pois a única coisa que tu querias era distância para que nenhum cargo ficasse à tua responsabilidade.
Dizem que o tempo cura tudo, mas isso é mentira, pois continuas aqui, bem cravado dentro de mim, mas não penses que é pelos bons motivos, pois tudo o que tu fizeste irá refletir-se um dia e não o digo por vingança ou por maldade, mas sim por justiça. Um dia irá fazer-se justiça e aí? Vais perceber que morrer de arrependimento será provar do próprio veneno, e é triste, muito triste ser a ti a quem dirijo estas palavras, mas mereces todas elas, e talvez sejam poucas para te demonstrar o que senti ao longo deste tempo todo em que vivi na esperança e ao mesmo tempo na amarga desilusão da pessoa em que tu te tornaste.
Mas tenho de te agradecer por uma coisa: Por me teres dado a possibilidade de saber o que é ter um pai a sério, uma pessoa que mesmo não sendo geneticamente pai esteve sempre lá, me criou, aceitou todos os meus presentes do dia do pai como se o fosse de verdade, por me teres concebido a oportunidade de o poder ter comigo a proteger-me e a cuidar de mim juntamente com a mãe. Não …essa pessoa não foste tu. Foi o meu padrasto, que foi pai e amigo ao mesmo tempo, porque para ser pai não precisa de se ser biologicamente, precisa de se ser com alma e coração, e isso foi coisa que tu nunca foste. Obrigada por isso, porque hoje o meu grande herói, o homem da minha vida e o meu pai está no céu, a cuidar de mim como sempre fez até aqui, e tu? Tu um dia estarás na barca do arrependimento juntamente com todos os remorsos que carregas dentro de ti por não me teres visto crescer.